sábado, 8 de novembro de 2008

Minha descoberta...

Minha Descoberta...
(Antônio Pompéia)

Descobri que nada do que muitas vezes sonhamos para este tempo verdadeiramente é o tempo certo para o coração.

Descobri que poetas deveriam nascer com coração à prova de raios, e que estes raios, instantaneamente, matam tudo o que as nuvens regam com águas... E por isso, os poetas se fazem água... E essas águas, na maioria das vezes, tornam-se ribeiros e mares de lágrimas que afogam e ressuscitam corações vivos... Principalmente os que não são de pedras...

Descobri que nascer com alma poética é nascer com gosto de melancolia e estar posto para viver, às vezes, a beleza sozinho... Sem saber se outros vão ver com os olhos a própria alma que a beleza da existência tem...

Mas descobri que a alma poética indica vida...

Coisa que corações de plásticos e de pedras não têm...

Descobri muito... E resolvi conjugar...


Pretérito-mais-que-perfeito...


Mas estou no gerúndio...


Vivendo...


Antônio Pompéia, Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2008, 23:01, em resposta no que diz respeito ao estado da minha alma...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Meus Versos...

Meus versos...

(Antônio Pompéia)


Você diz que eu escrevo

Mas eu sei que é só lampejo,

Porque sei que o seu beijo

É sempre o meu melhor verso...

Imerso...

Inverso...

Em tu,

Em mim,

Para sempre.

Porque que sei que o seu verso

É o meu melhor beijo;

E os meus melhores

Sempre serão seus...


Antônio Pompéia, Rio de Janeiro, 07 de Novembro de 2008, 1:01 da Matina, enquanto estourava a pipoca para assistir Max Payne...

Acróstico da Alma

Acróstico da Alma

(Antônio Pompéia)


Diante de tantos abismos,
De aparentes infindáveis vales,
De sol que se demora no outro meio do dia em meio à noite da alma,
De horas intermináveis de uma viagem insólita em desertos.
Onde se busca um abrigo, uma fonte, um momento de descanso,
Onde se possa fechar os olhos e molha-los sem medo,
Onde se possa cantar um hino em absoluto silêncio,
Onde se possa ouvir o Eterno Antes, Além e Agora, além dos ditos que emudecem em ritos.
Recitando versos que parecem mortos em busca da melodia da vida,
Regando jardins secos com águas de sal,
Reerguendo-se a cada dia com a força que não tenho,
Reconhecendo aquilo que em mim era desconhecido.
Ando.
Aonde vou?
Ainda não veio.
Ainda sigo porque é.
Retorno à vida.


Antônio Pompéia, Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2006. 14h23min.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Graça da Graça...

A Graça da Graça
(Antônio Pompéia)

A Graça que me faz bem quando tudo o que há em mim é mal
Ela me conta uma história
Ela me fala com uma verdade que vasculha as entranhas das cavernas
mais profundas da minha alma
Ela dirige meus passos quando estou perdido
Ela me chama pelo nome quando me esqueço de mim mesmo
Ela me pega pelas mãos quando me encolho em meus túmulos
Ela me traz para fora quando tudo para mim é prisão
A Graça que me faz bem quando tudo o que há em mim é mal
Ela me fala da vida
Ela me faz contar as estrelas e me lembra de quantas promessas que eu tenho, das que fiz e das que ouvi
Ela é a Graça
Incomparável Graça que vem de Deus...
Que me faz muito bem quando tudo o que há em mim me faz mal...

Antônio Pompéia, Rio de Janeiro,
18/05/2006 11.25hs

Elementos

Elementos
(Antônio Pompéia)

Ventos que sopram
De dentro da alma
São sementes na terra
Que espera pela manifestação da vida.

Águas que jorram das fontes
São combustíveis para os sonhos
Que geram frutos e que alimentam
A esperança, a fé e o amor que sustenta tudo.

Fogo que queima dentro do peito
Ascende a chama apagada pelo frio da noite escura
Que assusta e encolhe o ser
Que deseja estar próximo da luz do dia perfeito.

Terra sagrada é o campo do coração
Onde e quando se abriga com fé a semente
Florescem renovos de ânimo e coragem
Que faz levantar e andar o cativo que se liberta.

Inexplicável é o Amor que se expressa nas marcas
Das mãos e dos pés do Cristo na Cruz
Que ferido e humilhado, profere perdão e
Com graça e com força o elemento maior.

Antônio Pompéia(metade em maio / e a outra metade em Junho de 2006) no Rio de Janeiro.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Meu Instante Seu...

O Meu Instante Seu

(Antônio Pompéia)


Você me ganhou em um instante,

Como quem se rende no último suspiro,

Conhecendo a eternidade,

Num olhar paralisante,

Onde não há forças para lutar contra

E onde há paz por ser vencido.

O meu instante seu,


Suficiente para ser para sempre...


Antônio Pompéia, 15 de Maio de 2008 – 1:38 - num tempo calmo e tranqüilo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Aviso-Prévio

Não assustem com o teor e o interior de alguns textos recentemente postados... Ver poesia e arte é uma arte...

Abraços,

Antônio Pompéia, Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2008, as 11:14 da manhã de uma Sexta-Feira com cara de chuva...